SAÚDE

Ortigueira apresenta redução de 96% dos casos de dengue

Fruto de um trabalho executado em parceria entre a Klabin, a Prefeitura de Ortigueira e a Forrest do Brasil,  o projeto de Controle Natural de Vetores, que se iniciou em novembro de 2020 no município, exibe seus primeiros resultados.

Desenvolvido com o objetivo de erradicar o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a dengue, Zika, Chikungunya, os resultados foram apresentados ao prefeito Ary Mattos, ao presidente da Câmara Marcos R. de Oliveira Matos nesta quinta-feira (13).

Em 2020, a cidade de Ortigueira apresentava 120 casos de Dengue, sendo as áreas mais afetadas a Vila Gomes, o Centro e o Acampamento Maila Sabrina, distrito de Ortigueira. Após o início da implantação do projeto, o número de casos foi reduzido mesmo nos primeiros meses de 2021 para apenas três confirmações - de acordo com o boletim da Vigilância Epidemiológica de Ortigueira divulgado na segunda (10) - , sendo apenas um desses casos em área tratada pela Forrest.

No Acampamento Maila Sabrina, não há notificações da doença e na coleta de ovos mais recente no distrito, apenas 1% dos ovos eclodiram em larvas viáveis.

Em Ortigueira, atualmente, apenas um terço dos ovos eclodiram em larvas viáveis e a perspectiva de queda é ainda maior nas próximas semanas de projeto.

O Estado do Paraná registrou no ano de 2020 o maior número de casos de dengue do Brasil, também com o maior número de mortes. Foram 227.724 casos confirmados, segundo o Boletim Epidemiológico disponiblizado pela Secretaria de Saúde do Estado emitido em Julho do ano passado. Pelo menos 244 municípios do estado estavam em situação de epidemia.

O estudo de 'Controle Natural de Vetores' é um novo método baseado na tecnologia TIE que reduz com sucesso a população de mosquitos e limita significativamente a propagação da dengue. A técnica é única no mundo, com resultado comprovado e que não agride o meio ambiente. Ela consiste na utilização do Inseto Estéril (TIE), e se baseia na soltura massiva e contínua de mosquitos machos estéreis que acasalam com as fêmeas selvagens, que colocam ovos que não eclodem, resultando na redução gradual, de mais de 90%, da população local de mosquitos.

Este estudo foi reconhecido pela comunidade científica internacional e publicado no Journal of Infectious Diseases, revista médica publicada pela Oxford University Press em nome da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, principal referência na área.

Acompanhe o trabalho da Prefeitura em:
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Fonte: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE VIGILANCIA EPIDEMIOLOGIGA

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